Sentimento de mercado – Economia e guerra comercial condicionam Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

, Actualidade

Numa semana em que o S&P500 esteve muito perto de alcançar novos máximos históricos, o sentimento ao fechar do pano é de pessimismo ligeiro, mas reforçado no sector das tecnológicas. Os dados económicos que foram conhecidos relativos ao consumo privado norte-americano foram um alerta importante, tendo em conta que é uma componente fulcral da Economia, tendo crescido apenas 0,1% no mês de Agosto, com uma revisão em baixa do registo no mês de Julho dos 0,6% para os 0,5%, ou seja, foi uma travagem a fundo. Para a semana irão sair os números do Institute for Supply Management, que darão uma imagem do impacto que o aumento do conflito comercial com a entrada das tarifas alfandegárias introduzidas em Setembro pelos EUA e pela China teve nas empresas.
A pesar no sentimento do sector tecnológico esteve também o aviso da Micron Technology de um lucro abaixo do previsto para este trimestre, devido ao tema da guerra comercial e não obstante alguma recuperação no segmento das memórias. A queda superior a 10% nos títulos da empresa de semicondutores contaminou o importante índice .SOX (Philadelphia semiconductor), que em consequência não poupa o Nasdaq, que segue a ceder mais de -1,5%. Por fim, a notícia de que a Casa Branca está a estudar uma forma de limitar o investimento norte-americano na China, com a possibilidade de vir a retirar empresas do país asiático das bolsas de Wall Street, foi a gota que fez transbordar o sentimento para território negativo, com o aumento natural da incerteza que a mesma causou.
No mercado cambial o U.S dólar esteve praticamente inalterado, permitindo ao Euro uma valorização de 0,2% para os $1.0938, enquanto que a Libra inglesa termina uma semana de fortes emoções no Parlamento do Reino Unido, com uma perda de -0,2% para os $1.2307. 

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

Deixe uma resposta