Sentimento de Mercado – Guerra comercial volta a fazer estragos

Marco Silva

Marco Silva

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Sem descanso, é o que se pode dizer sobre as ameaças à estabilidade do sentimento nos mercados financeiros, derivado da ofensiva da administração Trump relativa à guerra comercial. Isto porque depois da semana passada ter sido quase toda de pessimismo devido a este tema, na sexta-feira o sentimento aparentava ter melhorado, ou pelo menos a pressão vendedora deu tréguas, contudo no Domingo uma notícia do Wall Street Journal deu conta da intenção de Trump em restringir a aquisição de empresas norte-americanas envolvidas com tecnologia relevante, por parte de empresas chinesas, nomeadamente empresas que sejam detidas em 25% ou mais por empresas chinesas. O secretário de Estado Steven Mnuchin já veio dizer que a notícia era falsa, mas apenas no que diz respeito ao destinatário das medidas, visto que serão empresas de todos os países que estejam a tentar roubar tecnologia norte-americana.
Como seria de esperar a notícia trouxe de volta as nuvens negras aos mercados um pouco por todo o mundo, com quedas na ordem dos -2% nas principais praças, com o Stoxx600 a ceder -2.09%, ligeiramente melhor que o registo de -2.24% no Footsie e de -2.46% no Dax30. Em Wall Street o Nasdaq foi o mais afectado com a pressão vendedora e recuou -2.09%, enquanto que Dow Jones e S&P500 se ficaram por quedas na ordem dos -1.3%. A procura por activos refúgio foi evidente com as utilities a valorizarem 1.65% em contraste com a perda de -2.28% do sector tecnológico do S&P500. O Yen foi igualmente prova dessa apetência por segurança ao valorizar 0.4% para os 109.58, enquanto que o U.S dólar cedeu -0.2% face a um cabaz de outras moedas importantes. Curioso que tal como tem acontecido nos últimos tempos os investidores tenham preferido o conforto das obrigações soberanas norte-americanas em detrimento do Ouro para se protegerem contra tempos mais incertos.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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