Sentimento de Mercado – FED tenta agradar a todos

Marco Silva

Marco Silva

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Na primeira reunião em que assumiu a presidência do FED, Jerome Powell não inventou, aliás tentou agradar todos com um discurso muito moderado, transmitindo confiança na economia norte-americana mas sem alterar o ritmo de subidas dos juros previstas para este ano. Mas para “agradar” aos defensores de um ritmo mais acelerado do tightening Powell e seus pares do Board escolheram adicionar mais uma subida em 2019, passando assim para três movimentos colocando a taxa de referência prevista nos 2.9% no final do próximo ano e 3,4% no final de 2020, acima dos 3,1% previstos anteriormente. A decisão foi unânime, contudo o mercado aparentou que estava preparado para uma revisão em alta do ciclo de subidas, isto porque a moeda norte-americana corrigiu com alguma relevância assim que Powell forneceu os novos dados.
O U.S dólar afundou -0.9% contra um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro um ganho de 0,8% para os $1.2340. A libra teve um desempenho ainda melhor ao adicionar 1,1% ao seu valor terminando nos $1.4145. A desvalorização da moeda de referência utilizada nas commodities fez com que o valor destas tivesse sido inversamente afectado, permitindo ao Ouro um ganho de 1,9% para os $1,325.5 por onça ao passo que o WTI crude subiu 3% para o patamar mais elevado em quase dois meses nos $65.50 por barril. A dívida soberana norte-americana a 10 anos subiu ligeiramente para os 2,91%, ainda longe do threshold de 3%, considerado por alguns analistas como o valor a partir do qual os investidores começam a colocar mais restrições ao investimento de longo prazo no mercado accionista.
Os próximos dias serão importantes para se aferir se a reacção inicial do mercado em vender dólares e acções foi apenas algo momentâneo ou o inicio de uma tendência maior, isto numa altura em que os indices se encontram numa fase pivotal.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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