Sentimento de Mercado – Financeiras em alta e tecnológicas em baixa

Marco Silva

Marco Silva

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Sem grandes temas basilares e concretos a ter em conta, exceptuando o inconstante tópico da guerra comercial, Wall Street inverteu ontem o sentimento da sessão anterior, com um ligeiro acalmar dos receios do agravar do conflito comercial entre as duas maiores economias mundiais, vagueou à base da subida dos juros a 10 anos da dívida soberana norte-americana, que alcançou ontem os 3,09%. Movimento que beneficiou substancialmente o sector financeiro que melhora a sua rentabilidade com a subida dos juros, pressão compradora que empurrou o sector para a maior valorização do dia no S&P500 com um ganho de 1,76%, devido à forte valorização de 2.5% a 3,3% nos pesos pesados da finança, enquanto que os grupos sensíveis ao aumento do custo dos juros estiveram sobre forte pressão vendedora, deixando as utilities e as telecom com um registo final de -2.12% e -1.35% de perdas respectivamente.

O sector dos metais também esteve forte, com um ganho de 1.12%, força que já tinha sido evidente nas praças europeias, onde o grupo valorizou 3,3% devido à subida verificada no preço do nickel e do zinco. Destaque para a notícia que deu conta da intenção da Amazon em abrir cerca de 3,000 lojas sem caixas até 2021, as Amazon Go, o que fez estragos na concorrência, nomeadamente Walmart e Target não se livraram de perdas na sessão. No Forex e apesar da subida dos juros da dívida o U.S dólar acabou a ceder -0.1% contra um cabaz de outras moedas principais, não dando assim muito espaço para valorizações significativas no Euro e Yen, já a lira turca e o rand sul-africano estiveram em dia de acentuada recuperação com ganhos na ordem dos 2%, numa sessão em que os emergentes, tanto moeda como acções registaram um dia positivo.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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