Sentimento de mercado – Guerra comercial e Brexit dominam as atenções

Marco Silva

Marco Silva

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Existem sempre fases de mercado em que é notório que o sentimento dos investidores divide-se de forma a que não seja possível os índices encetarem um movimento consistente, geralmente tal situação dá lugar à lateralização do andamento de Wall Street, sendo que pode ocorrer tanto em topos, fundos ou meras correcções antes de novos impulsos sejam eles ascendentes ou descendentes, sendo certo que habitualmente a descer o pânico dá uma ajudinha e o trajecto é mais rápido, existem pois zonas de consolidação, mas que duram menos tempo. Na quinta-feira foi mais uma sessão em que a convicção não foi o ponto principal, na prática nos últimos três dias registou-se uma queda mais acentuada e duas subidas que anularam essa queda, ou seja, ficou quase tudo na mesma, o que tem lógica visto que pouco ou nada se passou ao nível económico ou da guerra comercial.
Ao nível dos índices do S&P500 apenas as utilities cederam algum terreno, com as energéticas e as financeiras a registarem uma subida superior a 1%, batendo assim os restantes na corrida das melhores performances. Na Europa o destaque vai para a possibilidade de se alcançar uma solução para o backstop no processo Brexit, após Boris Johnson e o primeiro ministro irlandês terem afirmado que “vêem um caminho para o acordo”. A notícia deu força à Libra inglesa que recuperou dos $1,22 até aos $1,243, enquanto que no mercado accionista o Footsie acabou com um ganho marginal de 0,28%, numa sessão em que o Stoxx600 amealhou 0,65% de valor.
Nas moedas o dia foi de fraqueza para o U.S dólar, que recuou -0.4% contra um cabaz de outras moedas principais, dando espaço à valorização de 0.3% no Euro para os $1.1006, enquanto que o Yen cedeu -0.4% terminando nos 107.95, devido à redução de activos refúgio no portefólio dos investidores.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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