Sentimento de Mercado – Guerra comercial e crude pressionam mercados

Marco Silva

Marco Silva

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Tal como referi ontem os mercados à volta do globo sofreram a pressão vendedora derivada da decisão dos EUA de impor tarifas alfandegárias em $200 biliões de produtos importados da China, elevando de sobremaneira o espectro de uma guerra comercial em larga escala, até porque a segunda maior economia do mundo já prometeu retaliar. Da Ásia aos EUA, passando pela Europa, o vermelho dominou sem contestação com variações negativas superiores a 1% na Europa, que teve o seu principal índice a ceder -1.26% no final da sessão, enquanto que em Wall Street as perdas foram mais ligeiras, entre os -0.55% do Nasdaq até aos -0.88% do Dow Jones, facto normal tendo em conta que o sector industrial é o mais afectado com a guerra comercial, algo que foi igualmente notório no S&P500, com os sectores dos materiais e industrial a serem dos que mais perderam valor, sendo apenas suplantados pelas energéticas, que recuaram -2,2% devido à forte queda do preço do crude.
O WTI terminou com um deslize de -4.7% para os $70.67 por barril com receios de uma diminuição da procura caso a guerra comercial provoque um abrandamento da economia mundial e com a perspectiva de maior produção disponível no mercado por parte da Líbia. Contudo e apesar do pessimismo vivido ontem o certo é que a procura por activos refúgio foi inexistente, tanto no Forex onde o Yen recuou -0.9% para os 111.95 como no caso do ouro, que recuou para os $1,242.6 por onça. O dia foi de ganhos acentuados para o U.S dólar que amealhou 0.7% contra um cabaz de outras moedas principais, empurrando o Euro para uma perda de -0.6%, o que colocou a moeda única nos $1.1671. Para os próximos dias é aconselhada cautela com a alavancagem uma vez que são tempos incertos que podem resultar no agudizar da guerra comercial, seja por uma retaliação da China, da U.E ou mais uma lista de produtos por parte de Trump.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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