Sentimento de Mercado – Guerra comercial mantém nuvens negras em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Tal como referi possível na análise de ontem, Wall Street e os mercados em geral estiveram na terça-feira debaixo de uma nuvem de pessimismo, gerado pela decisão de Trump em criar mais tarifas alfandegárias a cerca de $200 biliões de importações de produtos provenientes da China, escalando de forma acentuada os receios de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, sendo certo que os EUA têm mais conflitos com outras economias de topo, como a Europeia. Na Europa o Stoxx600 cedeu -0.7% com a queda de -1.2% no índice alemão Dax30 a fazer o maior estrago, do lado americano e sem grande surpresa o Dow Jones foi o mais afectado pela pressão vendedora pelo que já referi ontem, ser o índice com maior preponderância de exportadores, ou as empresas que potencialmente serão as mais afectadas com o agudizar da guerra comercial.
Destaque para o melhor comportamento do Russell 2000, que terminou praticamente inalterado visto ser um índice composto por empresas que estão menos sujeitas aos danos de uma guerra comercial. No S&P500 o sector industrial também foi o que mais perdeu valor com um recuo de -2.14% ao passo que sectores como as telecoms e utilities valorizaram mais de 1% com procura por activos refúgio, movimento que levou o Yen para um ganho de 0,5% para os 110.55 não obstante a subida de 0,2% verificada no U.S dólar, para o máximo de 11 meses, enquanto que o Euro e a Libra inglesa recuaram -0.3% e -0.5% respectivamente. Para hoje há a realçar o final das reuniões em Sintra entre alguns presidentes de bancos centrais, como Draghi e Powell.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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