Sentimento de mercado – Guerra comercial provoca ziguezague em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Se na sessão de terça-feira o sentimento dos investidores foi fortemente condicionado pelo pessimismo quanto a um acordo comercial, com Wall Street a desvalorizar em média na ordem dos -1,5% e com todos os sectores no vermelho, na quarta-feira o cenário foi em sentido inverso, embora não com a convicção do dia anterior. Com efeito, não obstante a possibilidade de se chegar a um entendimento parcial no curto prazo ter sido desmentida por Trump, referindo que só aceita um acordo completo, Wall Street agarrou-se à esperança das partes atingirem um entendimento, parcial ou não, visto que Pequim, indiciou disponibilidade para acertar já algumas agulhas e de acordo com o Financial Times estar disposta a aumentar o volume anual de compras de natureza agrícola, se os EUA reduzirem as tarifas.
Mas apesar do aparente optimismo vivido na quarta-feira, o certo é que o sentimento continua bastante instável e os índices norte-americanos acabaram mesmo por ceder algum algum terreno já perto do final do dia, com a notícia de que a delegação chinesa estava agora menos confiante em conseguir alcançar um acordo. Nos sectores do S&P500 os activos refúgio registaram o desempenho menos entusiasmante, o que é normal num dia positivo, e depois de na sessão anterior terem sido o grupo que menos perdeu valor. No mercado cambial o U.S dólar manteve-se estável, dando espaço ao Euro para valorizar até aos $1.0973, enquanto que o Yen sentiu os efeitos da menor procura por segurança, recuando -0,4% para os 107.47. De realçar o facto curioso da subida de 0,1% no valor do Ouro, para os $1,506 por onça, não acusando uma pressão vendedora semelhante à do Yen, devido à falta de compradores de activos refúgio.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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