Sentimento de Mercado – Guerra comercial volta a condicionar Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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A sessão de sexta-feira terminou dentro do mesmo espírito da sessão que finalizou a semana anterior, só que ao invés do pessimismo ter a ver com o acordo comercial falhado entre os EUA e o Canadá, teve antes como pano de fundo a afirmação do presidente norte-americano de que estão preparados para impor novas tarifas alfandegárias a mais $267 biliões de produtos importados da China, isto no dia posterior ao final do período de consulta da lei que irá averbar tarifas alfandegárias a $200 biliões importados pelos EUA da China, ou seja se a última intenção de Trump for efectivada, significa que praticamente todos os produtos importados daquele país asiático terão novas taxas, significando uma séria escalada do conflito comercial que poderá não se cingir a estes dois interpretes, até porque uns dias antes saiu uma notícia sobre a intenção de Trump em entrar na mesma retórica proteccionista com o Japão, depois de ele próprio ter indicado que a acalmia na relação com a Europa, depois da reunião com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, poderá estar a terminar.

Contudo e apesar de alguns dias sobre o mesmo tópico, foi curioso que o Dow Jones, usualmente mais afectado pelos receios das consequência negativas de um conflito comercial à escala global, foi o que menos perdeu valor, ficando muito próximo de escapar ao vermelho com uma perda semanal de -0.19%, enquanto que o S&P500 cedeu -1.03% e o Nasdaq -2.55%. O índice tecnológico registou a pior sessão para os Bulls desde finais de Março, aliás na sessão de sexta-feira um dos pontos para a pressão vendedora foi o facto da Apple ter indicado que diversos dos seus produtos estarão sujeito às novas tarifas alfandegárias e com isso alertando os investidores de que neste tópico existem mais riscos fora do sector dos industriais. Na vertente económica os dados também não foram de feição para os Bulls, a criação de 201,000 novos empregos nos non-farm payrolls, acima dos 191,000 esperados, mas principalmente a subida dos rendimentos por hora em 2,9%, contra a previsão de 2,7%, reforçou a noção de que o FED poderá vir a efectuar mais duas subidas de juros este ano.

O números hawkish levaram a uma subida expectável do valor do U.S dólar, com uma subida de 0.4% face a um cabaz de outras moedas principais a moeda norte-americana empurrou o Euro para um queda de -0.5% nos $1.156, num dia em que as moedas dos emergentes estiveram num rebound ligeiro, tal como o índice accionista do mesmo grupo.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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