Sentimento de Mercado – Industriais voltam a sobressair

Marco Silva

Marco Silva

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Depois de uma fase no primeiro e segundo trimestre deste ano em que as industriais tiveram uma performance abaixo dos seus congéneres, que levou a que S&P500 e Nasdaq tenham registado novos máximos, bem mais cedo que o Dow Jones, após a correcção de finais de Janeiro, nas últimas semanas tem sido este índice a ter a maior preferência por parte da pressão compradora, reduzindo o gap criado nos meses anteriores, tal como ocorreu na sexta-feira, quando o Dow Jones foi o único a escapar ao vermelho averbando uma valorização de 0.32%, entrando assim de novo em território desconhecido, enquanto que as tecnológicas cederam -0.51% e o abrangente S&P500 terminou perto do inalterado. Esta rotação de capital recente segue dois princípios, o da rotação de sectores com melhor performance no ano para os com menor rendimento mas com mais potencial, bem como a ideia de que a existir um agravar do conflito comercial, o mesmo irá afectar todos os outros sectores, nomeadamente o tecnológico, que tem na China não apenas uma fonte de receitas, mas igualmente de fornecedores.

Depois das telecoms foram as energéticas que mais ganharam terreno a beneficiar da subida de 0,7% no preço do WTI para os $70.82 por barril, um movimento em vésperas da reunião da OPEP na Argélia que resultou na manutenção da promessa de Junho de aumentar a produção em 1 milhão de barris por dia, com vista a colmatar o buraco deixado pela redução da produção na Venezuela, a braços com uma gravíssima crise económica/humanitária, e do Irão, que está sujeito a sanções por parte dos EUA e aliados. Aumento de produção que apenas está cumprido em metade do seu montante, num claro sinal de que o cartel não está muito preocupado com um subida do preço até aos $80, tal como indicado recentemente pela Arabia Saudita e contra o pedido de Trump para um aumento da produção forçando assim uma descida do preço.

Como tinha referido na análise anterior o efeito do “quadruple witching” e a reconstituição dos sectores impulsionou de sobremaneira o volume em Wall Street com quase 11 biliões de negócios, o máximo desde início de Fevereiro e uma das sessões do ano com maior número de transacções. No Forex o U.S dólar valorizou 0.2% num dia em que a Libra inglesa cedeu -1.4% devido ao anúncio de Theresa May sobre um impasse nas negociações com a União Europeia relativas ao Brexit.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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