Sentimento de mercado – Instabilidade no Médio Oriente condiciona mas não desanima os Touros

Marco Silva

Marco Silva

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Na ausência de vitimas mortais no ataque efectuado ontem por parte do Irão a bases no Iraque onde estavam presentes forças norte-americanas e seus aliados, os investidores reganharam gradualmente a confiança puxando pelos futuros dos índices de Wall Street, até porque da parte de Trump a retórica no seu canal de comunicação preferido, o Twitter, não foi de agressividade, referindo apenas que “tudo estava bem”. À medida que o dia de quarta-feira foi progredindo tornou-se cada vez mais claro que o ataque iraniano não teve intenção de causar vítimas ou estragos de maior, com as autoridades iraquianas a fazerem questão de esclarecer que foram informadas do ataque antes do mesmo ocorrer e portanto com tempo para retirar de perigo qualquer força que estivesse presente nos locais.
A acção militar sem intentos letais que de certa forma apaziguou a revolta de parte da liderança política no Irão, mas que ao mesmo tempo deu espaço para que Trump não agrave o conflito, tendo dito apenas na sua declaração que estão prontos para continuar, mas não querem usar o que têm ao seu dispor, indicando contudo que é seu propósito sugerir um maior envolvimento da NATO nas questões do Médio Oriente. O clima de “ficamos por aqui” transmitido por ambas as partes, permitiu ao S&P500 e ao Nasdaq registar novos máximos históricos ainda que na parte final da sessão os índices tenham sucumbido a alguma pressão vendedora, devido a uma notícia sobre duas explosões que tinham ocorrido na “zona verde” de Bagdad, relembrando que a quezília entre EUA e Irão pode não se agravar, mas poderão acontecer eventos isolados que trarão uma subida repentina da volatilidade ao mercado.
Ao nível dos sectores destaque para a tecnologia que voltou a liderar nos ganhos puxando pelo optimismo que dominou durante o dia, enquanto que do lado negativo estiveram as energéticas que averbaram uma perda de -1.74%, em linha com a desvalorização de -4,5% no WTI crude para os $59.91 por barril, por causa da possibilidade de não haver um agravamento da situação no médio oriente. De realçar que os activos refúgio foram igualmente afectados com pressão vendedora extra, particularmente o Ouro que cedeu -1,2% para os $1,555 por onça e o Yen, que recuou -0.7% face ao U.S dólar para os 109.19.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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