Sentimento de mercado – Juros baixos, índices altos

Marco Silva

Marco Silva

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Tal como antecipei possível na análise de ontem, os investidores entraram na sessão de quinta-feira com as suas opiniões bem definidas, depois das declarações do dia anterior de Jerome Powell, empurrando Wall Street com muito mais ímpeto para ganhos interessantes, que resultaram em novos máximos históricos no S&P500. O optimismo irrompeu desde os primeiros minutos da negociação, altura em que os índices norte-americanos estiveram na sua fase mais ascendente, tendo sofrido pouco depois uma pressão vendedora derivada de receios de uma escalada de violência no médio oriente, após o Irão ter abatido um drone dos EUA e Trump ter referido que tal tinha sido um “enorme erro”.
Contudo as nuvens negras da incerteza não causaram muita mossa nos ganhos e a partir do meio dia, hora local, os Bulls voltaram de novo à carga restabelecendo as valorizações para níveis muito próximos dos da abertura, com excepção do Nasdaq e do Russell 2000, isto porque o sector que mais puxou pelo mercado foi precisamente o que mais beneficia de uma instabilidade entre EUA e o Irão, ou seja as energéticas, produtoras de crude, que têm mais expressão no Dow Jones e S&P500, amealhando 2.21% neste último, no seguimento da forte subida de 5.4% no preço do crude para os $56.65 por barril.
No mercado cambial as variações também foram significativas, com o U.S dólar a sofrer de novo os efeitos de uma provável redução dos juros, retirando assim valor à moeda, ontem foi -0.6% contra um cabaz de outras moedas principais, o que por sua vez permitiu valorizações de 0.5% para outras três das principais, Euro, Libra inglesa e Yen. Fraqueza do greenback que deu espaço para uma subida do preço do Ouro, que recordo é cotado em U.S dólares, terminando ontem nos $1,389 por onça, após um salto de 2.1%.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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