Sentimento de mercado – Mar de vermelho em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

, Actualidade

Há cerca de um ano, no dia 4 de Outubro de 2018, os índices norte-americanos encetaram um movimento descendente que culminou com uma retracção até à véspera do dia de Natal, que levou o S&P500 para território dos ursos (Bear market), após uma queda que atingiu os 20%. A motivação da correcção foi a subida das taxas de juro, que levou à percepção dos investidores de que a economia norte-americana poderia estar a caminhar para uma recessão, tendo as yields das obrigações soberanas dos EUA de maior maturidade descido para valores abaixado das de menor prazo, a chamada inversão das yields. Um dado que durante o ano de 2019 não só voltou a acontecer, como se agravou substancialmente.
Este ano, os investidores não esperaram sequer um dia e assim que Outubro começou as quedas foram bem visíveis, com Wall Street a navegar por um mar de vermelho transversal, onde nem os activos refúgio escaparam, tendo as imobiliárias obtido ontem o registo menos negativo com uma desvalorização de -0.54%, ao passo que as energéticas recuaram -2,61%, registando assim a maior correcção entre os sectores do S&P500. O motivo principal para esta investida dos Bears é a bandeira de uma recessão da economia norte-americana, mais cedo do que tarde, depois de alguns indicadores económicos terem indiciado que o crescimento económico pode dar lugar não a um menor crescimento, mas sim a uma contracção, principalmente devido ao tema da guerra comercial.
No mercado cambial o U.S dólar perdeu algum valor, mas foi marginal, com uma queda de -0,1% face a um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro amealhar 0,2%, enquanto que o Yen valorizou 0,5% para os 107.19, com uma clara procura por activos refúgio, um interesse que foi igualmente sentido no Ouro, que adicionou 1,1%, terminando nos $1,505 por onça.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

Deixe uma resposta