Sentimento de mercado – Montanha russa continua em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Depois de uma quinta-feira negra em Wall Street resultante de uma tempestade perfeita de notícias negativas, com expoente máximo na revisão em baixa dos resultados esperados pela Apple para o ultimo trimestre de 2018, e que resultou numa sessão de fortes quedas com o sector da tecnologia a ceder mais de -5%, sexta-feira tudo mudou, bem ao estilo do ditado depois da tempestade vem a bonança. Com efeito um dia depois e parece que o pessimismo de umas horas antes nem sequer tinha existido, visto que uma série de notícias todas elas bullish deram ao mercado o oxigénio para um rebound que era em parte esperado devido ao nível muito negativo onde se encontravam os indicadores técnicos. 
Notícias que aliviaram precisamente os principais temas com que os investidores se debatem nesta fase, desde logo a informação por parte da Casa Branca de que as negociações entre os EUA e a China com vista a resolver o impasse existente na guerra comercial entre os dois países, iriam retomar já esta semana entre representantes de topo das respectivas administrações. Depois e ainda antes da abertura a grande surpresa do dia, dados dos non-farm payrolls que bateram toda e qualquer expectativa, 312,000 postos de trabalho criados em Dezembro, quase o dobro dos 176,000 esperados, assim como um crescimento dos rendimentos por hora de 3,2%, acima dos 3% esperados, dois números que gelaram a preocupação com um arrefecimento da economia norte-americana, pelo menos para já.
Por fim as declarações do presidente da FED, a falar na American Economic Association Jerome Powell disse tudo aquilo que os investidores queriam ouvir, retirando praticamente todos os seus receios, nomeadamente ao afirmar que a politica do FED é flexível e que a instituição está alerta para o que dizem os mercados, referindo concretamente um ponto muito importante, que o programa de redução de activos é também ele flexível e poderá ser ajustado consoante os dados económicos, uma visão bem mais dovish da estratégia de piloto automático que tinha indicado aquando da reunião do FED em Dezembro.

O resultado final foi uma sessão onde os Bears não tiveram a mínima hipótese de brilhar, nem sequer nos activos refúgio, embora tenham sido estes os que menos valorizaram fruto da redução de protecção nos portefólios, movimento que levou mesmo o Yen a ceder -0.8% para os 108.52, curiosamente num dia em que o U.S dólar recuou -0.2% contra um cabaz de outras moedas principais, não obstante os bons dados económicos e a subida das yields das obrigações norte-americanas, o que poderá significar que a reacção terá maior expressão hoje. De notar a subida de 0,9% na Libra inglesa para os $1.2735, devido à surpresa positiva nos dados sobre o sector dos serviços no Reino Unido, com o IHS Markit Services PMI a sair nos 51,2 contra os 50,4 esperados.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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