Sentimento de mercado – Montanha russa made in Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Bom, mas que mês! Poucos, muito poucos poderiam prever em finais de Novembro de que este ano, o mês de Dezembro tradicionalmente positivo, com mais micro-volatilidade recorrente devido ao baixo volume e com poucos motivos de interesse, se iria transformar naquele que foi este ano o melhor período para o trading activo. Na realidade Dezembro tem tido todos os ingredientes para um mercado super interessante, swings muito amplos, elevado volume com mais de 9 biliões de transacções em média e uma incerteza quanto ao dia de amanhã, incerteza essa que não deixa espaço para assumir que o pior já passou para os Bulls, não obstante mais um dia de compras agressivas, embora que apenas no final do dia.
Com efeito e como referi na análise anterior era inevitável um rebound devido ao estado de sobre-vendidos em que se encontravam os indicadores técnicos, ao que se juntou o fecho de posições short, ora na quinta-feira o movimento pode não ter passado de uma continuação disso mesmo, isto depois de Wall Street ter atingido perdas de -3% durante a sessão, após uma notícia que dava conta que Trump pretende emitir uma ordem executiva banindo as empresas norte-americanas de utilizar produtos das chinesas Huawei e ZTE, o que seria um forte contributo negativo para o sentimento a dias de se retomarem as negociações para a resolução do impasse na guerra comercial, entre as duas maiores economias do mundo.
Mas apesar de valorização o certo é que os índices norte-americanos ainda registam quedas acentuadas no mês e só com mais duas sessões para negociar dificilmente tal será invertido, ficará portanto para o início de 2019 a confirmação ou não da entrada num Bear market. No Forex o dia foi de queda para o U.S dólar com um recuo de -0.4%, enquanto que o Euro liderou nas subidas entre as principais moedas com um ganho de 0.8% para os $1.1438. Destaque para a desvalorização do preço do WTI crude para os $45.18 por barril, após um deslize de -2,3%, o que não impediu contudo um ganho de 0,64% no sector energético do S&P500.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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