Sentimento de mercado – Optimismo sobre um acordo entre EUA e a China suporta ganhos em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Depois de na sexta-feira os índices norte-americanos terem beneficiado dos bons dados que saíram sobre o emprego nos EUA, rebatendo assim os receios sobre um abrandamento repentino do crescimento na maior economia do mundo, a sessão de segunda-feira ficou marcada por mais uma puxada ascendente que empurrou Wall Street para novos máximos históricos. Desta feita o catalisador para a pressão compradora foi, de novo, o optimismo sobre a possibilidade dos EUA e a China chegarem a um entendimento parcial, para um acordo que coloque um travão na escalada do conflito comercial em que ambos os países estão envolvidos e que tem provocado danos na economia global.
A questão a colocar é se esse optimismo é realmente válido, tendo em conta que desde o inicio do diferendo não existiu qualquer melhoria prática na questão das tarifas, estando igualmente em aberto o tema das relações entre as empresas norte-americanas e chinesas, com a Huawei a ser o caso mais visível. E daí que as declarações no Domingo do secretário do comércio de Trump, Wilbur Ross, sobre a emissão de licenças para breve, que permita às empresas dos EUA vender componentes à gigante asiática, tenham incutido no mercado o optimismo que reinou ontem.
Nos sectores do S&P500 apenas os activos refúgio e as empresas ligadas à saúde é que não valorizaram, num dia em que as energéticas brilharam com um ganho de 3.15%, bem melhor que a subida registada no preço do WTI crude, que amealhou apenas 0,6% para os $56.52 por barril. Já no mercado cambial o dia foi do U.S dólar ao conseguir o melhor ganho diário do último mês com um “pulo” de 0.3% face a um cabaz de outras moedas principais. Força que remeteu o Euro, Libra inglesa e Yen, para perdas entre os ordem dos -0,4% e -0,5%.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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