Sentimento de mercado – Realidade supera rumores e pessimismo domina Wall Street

Agência Lusa

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Na análise às sessões de quinta e sexta-feira passadas referi alguma estranheza por duas notícias sobre possíveis avanços positivos na negociação entre os EUA e a China, com vista a desbloquear o impasse existente na guerra comercial, notícias que influenciaram substancialmente o movimento do mercado, mas que apesar de terem saído em órgãos de media respeitáveis deixaram muito a desejar quanto à substância, até porque não tiveram confirmação de fontes oficiais. Ora com efeito não só ambas as notícias continuaram sem confirmação como ontem foi conhecido que a reunião que estava agendada para esta semana entre as delegações dos respectivos países a ter lugar nos EUA, foi cancelada tendo em conta as divergências significativas que existem no tópico da violação da propriedade intelectual por parte da China, mantendo-se para já, em cima da mesa o encontro no final do mês com o Vice Premier chinês Liu He. Cancelamento que foi entretanto desmentido pelo White House economic advisor Larry Kudlow, o que aliviou um pouco o nível das perdas finais, continuando no entanto o caos noticioso sobre um tema vital, ou seja parece que ninguém se entende, ou há muita desinformação propositada, factos que os investidores devem ter em conta nesta fase de maior incerteza.
A condicionar negativamente o sentimento estiveram também os dados económicos que tinham saído na segunda-feira, relativos à economia mundial e mais relevante à economia chinesa, bem como o anúncio de alguns resultados/outlook desapontantes de empresas relevantes como a Johnson&Johnson e a Stanley Black&Decker. O sector industrial foi o segundo mais afectado pela pressão vendedora no S&P500, logo a seguir às energéticas que cederam -2.2% em linha com a desvalorização de -1,9% no preço do WTI crude para os $53.00 por barril. Destaque para a procura por activos refúgio o que possibilitou às utilities e as imobiliárias o melhor desempenho do dia, as primeiras acabaram por ser mesmo o único sector a fugir ao vermelho. No Forex a segurança também foi alvo de interesse com o Yen a subir 0,3% para os 109.36, numa sessão em que a Libra inglesa adicionou 0,5% para os $1.2957, depois de ser conhecido que os rendimentos no Reino Unido aumentaram a um ritmo anual de 3,3% e que a taxa de desemprego recuou para os 4%, a mais baixa dos últimos 43 anos.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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