Sentimento de Mercado – Resultados suportam Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Se à entrada desta semana as dúvidas eram muitas quanto ao próximo movimento de Wall Street, especialmente depois da boa sessão de sexta-feira, o certo é que os primeiros quatro dias da semana pouca incerteza deixou quanto à capacidade dos Bulls em segurarem os indices norte-americanos, sendo que a volatilidade não abandonou para já o mercado. Ontem foi de novo notório que após o anular dos ganhos amealhados logo na abertura, a onda de pressão compradora apareceu e foi evidente, tal como aconteceu em dias anteriores, permitindo um resto de dia de tendência ascendente para além de averbar o registo de cinco subidas consecutivas e a melhor série em sete anos. O mais interessante é ter ocorrido apesar da subida dos juros da dívida soberana dos EUA, que atingiu máximos de 4 anos, o factor que na semana passada fez tremer os investidores, ou seja após o impacto inicial o mercado está a aceitar que a economia e as empresas estão suficientemente robustas para uma taxa de juro a rondar os 3%.
E na realidade os fundamentos assim o indicam, pelo menos para já, porque no inicio da earnings season as previsões de crescimento de lucros das empresas do S&P500 estavam nos 12%, o que já de si era um valor muito bom, contudo neste momento e com a grande maioria das empresas a já terem divulgado as suas contas, incluindo o outlook, esse valor está perto dos 15% para o último trimestre e as previsões para o aumento dos lucros em 2018 subiram para os 18,9%, o que é algo muito significativo, isto porque não estamos no inicio de uma recuperação mas com nove anos de um Bull market suportado por um crescimento económico que colocou o mercado de trabalho em zona de pleno emprego.
A reforçar o optimismo com o desempenho da maior economia do mundo e das suas empresas está igualmente a queda continuada do valor do U.S dólar, não obstante o aumento dos juros nos EUA, o “greenback” voltou ontem a ceder terreno, desta feita -0.5% para mínimos de três anos contra um cabaz de outras medas principais. O Euro adicionou 0,4% para os $1.2507 enquanto o Yen acrescentou 0,9% ao seu valor para os 106.05. Importa nesta fase ter noção de que esta valorização recente, em especial da moeda única, poderá ter um efeito nefasto na performance da economia europeia daqui a cerca de seis meses, o tempo dirá se a zona Euro conseguirá continuar competitiva nas suas exportações, mas o risco de um possível arrefecimento das vendas ao exterior, esse aumentou, nomeadamente para os países que não estão preparados para competir nas vendas através do valor acrescentado, como está a Alemanha por exemplo.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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