Sentimento de mercado – Sentimento agridoce condiciona Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Naquela que foi a semana mais importante do mês em termos de notícias os Bulls têm razões para estar satisfeitos, com ganhos semanais na ordem dos 1,5% no S&P500 já depois de uma sequência de outros que elevaram o mês de Janeiro que passou para a categoria do melhor dos últimos 30 anos, um indicador deverás relevante tendo em conta que em 87% dos últimos 68 anos sempre que o S&P500 terminou o primeiro mês com ganhos, o ano terminou no mesmo tom. Com efeito foram cinco dias de trading absolutamente frenéticos, com resultados de empresas importantes, como a Caterpillar, Boeing, Apple, Facebook, Microsoft e Amazon a fechar o ciclo, ao que se juntou a reunião do FED de onde saíram indicações disruptivas à política do banco central seguida até então, culminando com os nonfarm payrolls e os dados do Institute for Supply Management index. 
Estes últimos números económicos saíram na sexta-feira e que foram recheados de temas de interesse, desde logo a começar pelo atropelar das projecções quando ao número de non-farm payrolls criados com 304,000 contra os 165,000 antecipados, mas com um forte senão, uma revisão em baixa dos dados do mês anterior em 90,000 para os 222,000 postos de trabalho criados. A taxa de desemprego continuou na recente tendência ascendente e atingiu os 4%, também afectada em parte pelo shutdown, enquanto que mais relevante foi o crescimento dos rendimentos por hora em 0,1% no mês, abaixo dos 0,3% previstos, mas ainda com uma subida anual robusta de 3,2%,  com a particularidade de não estar a criar pressões inflacionistas significativas, ou seja ouro sobre azul.
O outlook menos optimista da Amazon foi o ingrediente que azedou a massa do optimismo, levando mesmo o Nasdaq a averbar a única perda do dia entre os principais índices enquanto que no S&P500 empurrou o sector dos retalhistas de produtos não essenciais para uma perda de -1,77%, bem mais acentuada que os -0.67% das imobiliárias, o sector seguinte em termos de maiores desvalorizações, num movimento evidente de redução de activos refúgio, tal como ocorreu no Forex onde o Yen registou o principal recuo do dia com um deslize de -0,6% para os 109.5, ao passo que Libra inglesa e Euro tiveram prestações opostas, embora que de dimensão reduzida com a moeda única a conseguir uma subida de 0.1% para os $1.146.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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