Sentimento de mercado – Trump trata do optimismo e Wall Street atinge máximos

Marco Silva

Marco Silva

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Não obstante o S&P500 e o Dow Jones terem registado novos máximos históricos, a sessão de ontem foi um exemplo claro de que o sentimento move-se por agora mais por inércia dos Bears do que por uma pressão compradora credível e consistente. A ideia principal que se pode retirar é a de que o oxigénio dado aos índices norte-americanos por causa do corte de juros no final do mês, por parte do FED, já fez o seu efeito maior e agora só há resquícios de interesse em puxar pelo mercado, até porque a pouco e pouco o certo é que ambos os índices estão de novo em barreiras psicológicas, 3.000 pontos para o S&P500 e 27.000 para o industrial, ou seja, cada milímetro de ganho é bem mais difícil de ganhar, especialmente a poucos dias de uma earnings season que pode ser bastante negra para o sentimento, nomeadamente por causa do outloook.
Os catalisadores para a ligeira tendência bullish de ontem foram o recuo de Trump numa lei que iria afectar as prestadoras de seguros de saúde, obrigando-as a devolver descontos que estão recebem dos fabricantes, aos doentes da Medicare. Em consequência desta decisão os títulos da UnitedHealth Group valorizaram 5.53%, permitindo do Dow Jones o melhor desempenho do dia com um ganho de 0.85%. Outro ponto positivo foi a confirmação de Powell de que o FED tem espaço para cortar nos juros, declarações no segundo testemunho da semana, desta feita no Senate Banking Committee.
O volume foi abaixo da média, o que reforçou a noção da pouca apetência dos investidores por tomada de posições nesta altura, um marasmo que também se sentiu no mercado cambial, que não registou grandes oscilações no final do dia.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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