Sentimento de Mercado – Wall Street sobe mas sem convicção

Marco Silva

Marco Silva

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Os mercados financeiros começaram a semana da mesma forma que terminou a anterior, sem movimento definido, com ainda menor volume e com os investidores mais interessados em deixar rolar os acontecimentos sem grandes tomadas de posição. As razões são simples, depois das indicações dadas por Trump na sexta-feira, sobre o agravar da guerra comercial e da entrada numa guerra cambial, que foram temas de conversa no encontro G-20 durante o fim de semana em Buenos Aires. Os ministros das finanças presentes confirmaram que o crescimento económico global se mantém robusto, contudo as tensões no comércio ameaçam o crescimento nas economias líderes. A questão cambial também foi abordada com o grupo a reafirmar a promessa feita em Março de não utilizarem o valor da moeda como arma de competitividade. Mas a influência de Trump no andamento dos indices norte-americanos não se ficou por aqui, pois o Presidente norte-americano voltou à carga contra a Amazon e Jeff Bezos, mais concretamente por causa do Washington Post, que é pertença do fundador da empresa mais valiosa nos dias de hoje.
Não obstante a pressão vendedora na Amazon o sector tecnológico acabou com ganhos no Nasdaq e no S&P500 o grupo atingiu novos máximos históricos, acabando por registar uma subida final de 0,52%. As financeiras lideraram os ganhos, ao valorizarem 1.32%, devido ao aumento das yields das obrigações norte-americanas, um factor positivo para a rentabilidade do sector. No Forex o U.S dólar recuperou uma pequena parte da perda de sexta-feria e avançou 0,1%, permitindo ao greenback um ganho de 0,2% contra o Euro e Libra inglesa. A moeda chinesa também cedeu terreno, o que poderá agravar a retórica de Trump neste tema.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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