Sentimento de Mercado – Volatilidade continua a dominar em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Recentemente tem sido quase uma norma os Bulls tentarem pegar no mercado e consolidar alguns ganhos só para encontrarem um adversário curto mas de peso, refiro-me aos tweets de Trump, que ontem mais uma vez fizeram estragos no optimismo reinante nas duas sessões anteriores. A possibilidade da escalada de tensão entre os EUA e a Rússia, com a ameaça dos segundos em abater unidades aéreas dos primeiros e a informação de Trump para a Rússia se preparar para ataques dos EUA na Síria, contaminaram o sentimento que depois foi ainda afectado negativamente com a saída das minutas relativas à ultima reunião do FED, que revelaram uma tendência dos membros daquele banco central em acelerar o passo da subida dos juros, ou seja um tom mais hawkish, recordo que foi este tópico que deu inicio à correcção no mercado accionista no final de Janeiro, quebrando a “perna” do Bull market que durou durante quase todo o ano de 2017.
Do lado positivo apenas o sector energético que ganhou 1,04% em virtude da valorização do WTI crude em 1,9% para os $66.78 por barril, com receios de que a crise na Síria possa desestabilizar o Médio Oriente, a principal região produtora de petróleo. O imobiliário escapou por pouco ao vermelho e as utilities foram o grupo que menos perdas obteve, ambos sectores de refúgio num claro sinal de procura por protecção. A reforçar essa ideia o facto do Ouro ter amealhado 0,9% para os $1,351 por onça enquanto que o Yen adicionou 0,3% ao seu valor para os 106.86, ambos activos refúgio por excelência. O Rublo russo continuou a desvalorizar atingindo mínimos de 16 meses durante a sessão, terminando no entanto o dia a recuperar parte da perda depois das declarações do secretário do tesouro norte-americano, em que referiu ter aconselhado o presidente Trump a não incutir sanções na dívida soberana russa.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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