Sentimento de mercado – Wall Street perto de máximos em dia de BCE

Marco Silva

Marco Silva

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Tal como era esperado, Mario Draghi deixa o comando do Banco Central Europeu dentro do mesmo espírito que dominou todo o seu mandato, dovish até ao último minuto, pode mesmo dizer-se fortemente dovish, tendo em conta que foi consigo à frente do leme que a Europa entrou numa fase de “japonização” da economia e da orientação da politica monetária do banco central. Fez em Fevereiro 20 anos desde que o Banco do Japão introduziu pela primeira vez a taxa de juro de 0%, sem que a economia japonesa tenha conseguido sair inequivocamente do longo ciclo de juros baixos, crescimento económico anémico ou mesmo contracção, baixa inflação ou desinflação.
Para além da taxa de depósito ter caído para os -0.5%, com tendência a descer ainda mais, vem aí novo programa de estímulos com compra de activos na ordem de 20 mil milhões de euros por mês, até que seja pertinente, ou seja sem fim à vista, e com o objectivo de puxar a inflação para o nível dos 2%. Sem grande surpresa o Euro reagiu em forte queda ao anúncio e recuou para mínimos de dois anos, tendo registado um valor inferior aos $1.093 contra o USD, contudo a fraqueza não durou muito tempo e nesta fase o EUR/USD já transacciona a um nível perto dos $1.107.
Em Wall Street o sentimento está ligeiramente positivo com as perspectivas de um possível apaziguamento da guerra comercial, devido ao atraso na introdução de algumas tarifas por parte da China, contudo e apesar do S&P500 estar agora muito perto de novos máximos históricos o entusiasmo nas valorizações é muito contido.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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