Sentimento de mercado – Wall Street sem gás à espera de dados económicos

Marco Silva

Marco Silva

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Com a incongruência no sentido das opiniões expressas, tanto pelo presidente norte-americano como pelo seu secretário de estado do Tesouro, sobre o andamento das negociações com vista a uma resolução da guerra comercial que opõe as duas maiores economias do mundo, os investidores não estão para já interessados em puxar pelo mercado para qualquer um dos lados, navegando mais ao ritmo de notícias ocasionais, como as que vão sair hoje sobre os dados do emprego nos EUA, os importantes non-farm payrolls. 
As expectativas estão nos 180,000 postos de trabalho criados em Novembro nos EUA, um número que a ser alcançado não belisca a ideia bem estabelecida nos analistas de que é a força do mercado de trabalho que está a sustentar o crescimento económico e a estabilização dos índices norte-americanos perto de máximos históricos, ou a registar novos de vez em quando. Isto claro para além das condições mais favoráveis que o FED criou para que as consequências negativas do conflito comercial não desestabilizem significativamente a actividade económica.
Ontem e não obstante uma passagem prolongada por território negativo, Wall Street conseguiu sacudir a pressão vendedora e terminar com ganhos, embora que residuais, em todos os principais índices. Um panorama ligeiramente positivo que foi igualmente evidente nos principais sectores do S&P500, com oscilações que não ultrapassaram os 0,66% de ganho do sector dos materiais, enquanto que do lado negativo apenas três dos onze grupos terminaram a ceder valor, liderados pelas energéticas com uma perda de -0.5%. No mercado cambial o dia foi de alguma fraqueza para o U.S dólar que recuou -0.2%, dando espaço para uma valorização de 0,3% no Euro para os $1.1107.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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