Soares da Costa e a psicologia dos suportes

Tiago Esteves
A Soares da Costa tem mantido o seu depressivo ciclo descendente, mas durante o mês de Setembro conseguiu originar uma fortíssima reacção ascendente que produziu uma subida superior a 60% em apenas 9 sessões. Sempre que uma subida acontece com tal violência, é gerado um suporte psicológico. Todos os que compraram a 14 cêntimos e puderam vender perto dos 23, encaixando uma brutal mais-valia, não mais deixaram de olhar para ela em busca de nova oportunidade. E logo que o preço se voltou a aproximar dos 14 cêntimos, em Outubro, todos os compradores voltaram ao ataque em busca de nova mais-valia. E o título voltou a disparar, apesar de o ter feito com menor intensidade. Uma vez mais, em Novembro, novo disparo após contacto com a zona de suporte! E agora, em Dezembro, voltamos a estar em cima do suporte.

Repare-se que após cada toque, a intensidade da reacção tem vindo a diminuir, reforçando a teoria de pressão compradora especulativa. Quando tal acontece, é gerado no gráfico um padrão semelhante a um triângulo, e o sentido da quebra define a direcção do movimento de médio prazo. À medida que o suporte é retestado, e a força das reacções diminui, o suporte também enfraquece. Porquê? Os investidores deixam de acreditar, a cada toque, na probabilidade de uma reacção significativa. E isso faz com que a pressão compradora junto à zona dos 14 cêntimos, neste caso, se vá esgotando progressivamente. Dada a convergência de preços, é bastante provável que assistamos a uma definição deste impasse já em breve. Ou a tendência dita a sua força e o suporte quebra em baixa, ou a pressão compradora aumenta o suficiente para levar o preço acima dos 18 cêntimos, originando uma inversão da direcção de médio prazo. Como já referi, tudo indica que o suporte vá mesmo acabar por sucumbir…

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