Sonae desilude no médio prazo e anima no curto prazo

Tiago Esteves
A Sonae teve recentemente uma boa oportunidade de pôr termo ao seu actual mau momento. Contudo, desiludiu. Formou um padrão de inversão, activou-o, mas não conseguiu atingir a sua projecção. Sinal evidente de fraqueza. Não tendo ainda ultrapassado em baixa o que poderíamos apontar como um segundo ombro de uma estrutura H&S (tenho algumas dúvidas a nível técnico que possamos classificar esta estrutura como um H&S), a cotação quebrou o mínimo relativo anterior, nos 66,5 cêntimos.  Com a quebra em baixa desse suporte, podemos ter o título novamente a fraquejar no médio prazo.
Não creio, contudo, que tenhamos um movimento descendente linear. Apontaria como provável um movimento semelhante ao ilustrado na imagem, com extensão até à zona dos 71,4 (já explico abaixo porquê) e só depois uma continuação do movimento descendente. Poderá até eventualmente continuar este movimento ascendente, mas a profundidade desta correcção fez-me retrair ao ponto de ficar descrente até que os 74,8 cêntimos sejam novamente recuperados em alta.

No gráfico horário, o desalento de médio prazo dá lugar a alguma esperança de curto prazo. Forma-se um triângulo que, como é sabido, poderá tanto dar lugar a uma continuação como a uma inversão de tendência. Estando as probabilidades geralmente do lado da quebra a favor da tendência prévia, há dois sinais que me fazem crer num rompimento ascendente. O primeiro passa pela falha na activação do triângulo ao seu terceiro toque na linha de base (ou 2/3 da estrutura). O segundo está relacionado com a concentração de preço junto à zona de resistência, com um enfraquecimento progressivo da mesma. Ambos os sinais são indicativos de uma probabilidade de quebra em alta, apontando a projecção para os 71,4 cêntimos acima mencionados. Não sendo suficiente, mesmo que se confirme, para trazer alento ao médio prazo, animará certamente o curto prazo.

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