SP500 – Análise Técnica

Tiago Esteves
O SP500 foi o vencedor da sondagem semanal, após desempate com a Jerónimo Martins. Desde a célebre inversão nos 666 pontos, em 2009, o SP500 evoluiu já mais de 100%. Uma inversão em que poucos acreditariam no início de 2009, dados os problemas que continuavam a existir no seio da economia Americana, mas que acabou por se tornar numa inversão efectiva e duradoura com o auxílio de medidas de estímulo bastante agressivas.

Essa mudança de tendência foi suportada por um H&S de inversão, com uma projecção a apontar para os 1300 pontos, valor que foi atingido um ano e meio depois da activação.
O actual bull market tem-se vindo a apoiar numa sucessão de padrões com elevada simetria, alternando subidas relativamente lineares com salutares correcções típicas de tendência ascendente.

De notar que os dois primeiros ciclos ascendentes se fizeram num período muito similar de tempo e com uma subida percentual também equivalente. Por outro lado, na origem das duas primeiras correcções estiveram picos de volume, correcções essas que terminaram com padrões “tipo H&S”. 
O terceiro ciclo ascendente sofreu também uma correcção, correcção que também deu origem a um H&S. Mas as semelhanças terminam aqui. Este terceiro ciclo ascendente foi muito mais curto tanto em tempo como em valor. A correcção foi muito menor do que as anteriores e, embora tenha terminado de forma semelhante, a amplitude descendente não dá grande descanso.

Apesar de continuarmos indiscutivelmente em pleno bull market, com padrões de consolidação consecutivamente superiores e uma sequência de máximos relativos quebrados em alta, há dois sinais de alerta que deverão ser tidos em consideração. O primeiro sinal está relacionado com a sequência de padrões simétricos, já que muitas vezes o terceiro padrão num movimento simétrico é muitas vezes o responsável pela inversão de tendência. O segundo sinal de alerta está relacionado com o suavizar dos movimentos, tanto no sentido ascendente como na correcção. Apesar de ainda não existirem sinais concretos de abrandamento, este afunilar das cotações é também característico dos movimentos de inversão.

Com um máximo relativo tão próximo, a possibilidade de duplo topo não poderá ser excluída até que se dê a quebra em alta da resistência. A “empurrar ” a análise técnica, os factores políticos serão decisivos para que esta indefinição resulte em quebra num dos sentidos. Continuamos em plena silly season, com as eleições à porta e a possibilidade de um QE3 que tem vindo inúmeras vezes à baila. Neste momento exige-se prudência, e essa prudência poderá ser para os mais defensivos sinónimo de desinvestimento. Pelo menos até que a tendência principal dê mais uma vez provas sólidas que os bulls continuam no comando das operações.

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