Teixeira Duarte sobe 11% suportada por um novo contrato na Argélia

Tiago Esteves

As construtoras estão em alta na nossa praça. Depois da análise de ontem à Mota Engil, analisemos o bom momento que a Teixeira Duarte atravessa. Não pelos 11% ganhos hoje, suportados numa nova empreitada de 137 milhões que foi ganha na Argélia. O que impressiona são os 50% de subida no último mês, depois de um movimento de inversão que ameaçou uma reversão de longo prazo. E o que nos diz o gráfico? A bandeira que hoje foi activada aponta para uma projecção nos 36,3 cêntimos, o que representa um movimento potencial que pode chegar aos +8% a partir do fecho de hoje. Neste caso, existe uma substancial vantagem estratégica em termos de negociação, quando comparada com as anteriores análises à Altri e à Mota Engil. O stop de curto prazo é robusto e está relativamente próximo. Os 30,5 cêntimos são um suporte importante, e o volume que acompanhou o movimento de alta hoje verificado reforça a sua importância. Ainda assim, em termos de negociação, entrar para tentar alcançar esse hipotético ganho de 8% é demasiado arriscado. A entrar, terá de ser na expectativa (e suportado numa estratégia) de uma subida mais prolongada. Existem algumas resistências a enfrentar em breve, mas este nível de volume sinaliza a entrada de um grande player que poderá querer reforçar a sua posição. Quer isto dizer que o título não pode cair em apatia e recuar para encerrar parcialmente este gap? Não, certamente. Mas  eu diria que mesmo que tenhamos uma consolidação, ou mesmo um abrandamento, é mais provável que o título esteja em breve a testar máximos do que a testar mínimos.

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