Trabalhadores da SCML consideram “muito duvidoso” eventual investimento no banco Montepio

Agência Lusa

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Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) consideram que uma eventual entrada da instituição no capital do banco Montepio é um investimento “muito duvidoso”.

A posição dos trabalhadores da SCML consta de um comunicado enviado hoje às redações pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA).

No documento, o sindicato diz que o provedor da SCML, Edmundo Martinho, “prepara-se para fazer uma ‘aposta estratégica’ de 200 milhões de euros na Caixa Económica Montepio Geral [CEMG]”, um investimento “muito duvidoso”, que “obrigará a alocação de um terço do capital próprio da SCML numa ‘aposta’ que não serve uma boa causa”.

“Em causa está o risco concreto de descapitalização de uma Instituição que conta com um orçamento maioritariamente proveniente de jogos sociais, cujas receitas são, naturalmente, voláteis”, adianta o STFPSSRA.

Os trabalhadores defendem que os seus direitos não podem ser afetados e que a medida é “muito difícil de entender tendo em conta a atual situação financeira e o risco que tal descapitalização acarreta”.

Segundo o sindicato, os trabalhadores exigem investimento em mais e melhores condições de trabalho e defendem que “a aposta certa seria colocar o dinheiro ao serviço da instituição, melhorando a situação laboral dos trabalhadores”.

A imprensa tem adiantado que a SCML entrará com 200 milhões de euros em troca de uma participação de 10% na CEMG, o banco mutualista, o que o valoriza em cerca de 2.000 milhões de euros.

DF // MSF

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