Trump discursa hoje para defender estratégia económica “América Primeiro”

Agência Lusa

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Donald Trump, o segundo Presidente dos Estados Unidos a intervir no Fórum Económico de Davos, discursa hoje perante as elites políticas e económicas mundiais na localidade suíça nos Alpes, para defender a estratégia “América Primeiro”.

A presença de Trump em Davos tem como objetivo “contar ao mundo o quanto a América é formidável e como está bem”, no caminho para “ganhar de novo”, como escreveu o Presidente dos Estados Unidos na rede social Twitter, antes de viajar para a Suíça.

A participação de Trump no Fórum Económico de Davos não deixou de causar surpresa, porque a candidatura à Presidência dos Estados Unidos foi pautada por um discurso contra a globalização e o comércio internacional.

O evento na estância turística alpina defende a livre circulação de bens e serviços e a desregulação, o oposto do imprevisível Presidente dos Estados Unidos.

O segundo Presidente norte-americano no Fórum Económico Mundial – Bill Clinton foi o primeiro, em 2000 – abordará a estratégia protecionista da Administração dos Estados Unidos perante cerca de 3.000 empresários e destacados dirigentes políticos e espera-se mesmo que possa aflorar questões sensíveis na geopolítica.

É expectável que Trump fale também do crescimento da economia dos Estados Unidos e lembre a recente introdução da reforma fiscal norte-americana, a qual permite a redução das taxas fiscais das empresas.

No mesmo auditório em que Trump discursa hoje, o Presidente da França, Emmanuel Macron, alertou os “esquecidos” para a globalização e a chanceler alemã, Angela Merkel, atacou os protecionismos, pedindo mais cooperação global.

Após a chegada a Davos, na quinta-feira, Donald Trump prometeu que a participação no Fórum Económico Mundial, no centro de congressos da estação de esqui, “serão dois dias emocionantes”.

“É excitante estar aqui. Os Estados Unidos estão muito bem!”, afirmou o Presidente norte-americano, que expressou o desejo de “ver um dólar forte”, apesar de Washington ter já assumido que “não está preocupado” com a cotação da moeda.

JOP // EL

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