Trump protege 140 mil empregos com taxas sobre aço e alumínio e ameaça 6,5 milhões

Agência Lusa

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A imposição de taxas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio anunciadas por Donald Trump para proteger 140 mil empregos destas indústrias arrisca prejudicar 6,5 milhões de outros postos de trabalho em outros setores.

O aumento do preço do aço vai prejudicar as indústrias que usam este produto, como fabricantes de automóveis e aviões ou fornecedores de materiais de construção.

Trump anunciou que vai impor uma taxa alfandegária de 25% a partir da próxima semana sobre aço importado e 10% sobre o alumínio, importações estas que, disse, são uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Ao edificarem barreiras a estas importações, as tarifas permitem às empresas norte-americanos produtoras de aço expandirem a sua produção e aumentarem os seus preços.

Estes preços mais altos, por seu lado, vão afetar as empresas que usam estes materiais, bem como os consumidores que compram os bem finais.

Alguns economistas já avisaram que se os consumidores tiverem de pagar mais pelos automóveis ou as empresas por equipamento pesado, a resultante redução do consumo pode prejudicar a economia.

“Preços mais elevados para os consumidores podem conduzir à redução do crescimento económico nos EUA e resultar na redução do emprego fabril”, preveniu hoje o Serviço da Moody’s para os Investidores.

As tarifas e a perspetiva de que provoquem conflitos com os parceiros comerciais dos EUA afetaram a bolsa de Wall Street, com o índice Dow Jones industrial Average a cair 420 pontos na quinta-feira e mais 71 na sexta-feira.

RN // ARA

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