Valor dos serviços prestados às empresas sobe 4,4% e soma 13,8 mil ME em 2016

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

O valor dos serviços prestados às empresas aumentou 4,4% para 13.798 milhões de euros, em 2016 face a 2015, representando os serviços de trabalho temporário 75% do total do setor, divulgou hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado as 110.891 empresas que prestaram estes serviços empregaram 367.486 pessoas (+4,1% que no ano anterior, após +5,6% em 2015) e geraram um Valor Acrescentado Bruto (VAB) de 7.870 milhões de euros (+5,5%; +1,8% em 2015).

O Excedente Bruto de Exploração (EBE) aumentou 8,4% face ao ano anterior (-3,9% em 2015), ascendendo a 2.255 milhões de euros.

A ‘publicidade’ (cuja principal atividade respeita à venda de espaço ou tempo publicitário por conta de terceiros) foi o setor que mais aumentou o valor da prestação de serviços em 2016 (+8,7% que em 2015), atingindo os 1.410 milhões de euros.

Contudo, foi o setor das ‘atividades de emprego’ – no qual se incluem os serviços das empresas de trabalho temporário, que representam cerca de 75% do total do setor – que “maior contributo deu” para o crescimento do número de pessoas ao serviço em 2016 (+7,0%), “confirmando a tendência” do biénio anterior (10,7% em 2015 e 9,7% em 2014).

Segundo o INE, a ‘consultoria Informática’ voltou a ser “o mais importante serviço oferecido” no âmbito dos serviços prestados às empresas (SPE), registando um crescimento de 9,6% (“claramente superior ao crescimento da totalidade dos serviços”, que foi de +4,4%) e passando a representar 10,3% do total dos serviços prestados.

“Pela positiva” destacaram-se ainda os ‘serviços de programação informática’ e os ‘serviços completos de publicidade’, com crescimentos de 14,9% e 14,2%, respetivamente, em 2016.

Na análise do setor dos SPE ao longo do ano passado, o INE diz ter-se acentuado “a tendência de crescimento dos principais indicadores económicos, apesar de se ter observado algum abrandamento no que respeita, nomeadamente, ao número de empresas”.

No que se refere à forma jurídica das empresas prestadoras de serviços, as sociedades (38.882) representaram “pouco mais de um terço” das empresas dedicadas aos SPE (+2,8% face a 2015), mas foram responsáveis por 91,5% do valor da produção, no valor de 12,6 mil milhões de euros (+4,8% face a 2015).

Já as empresas individuais, que corresponderam a cerca de dois terços do total das empresas dos SPE, foram responsáveis por 8,5% dos serviços prestados.

Os dados do INE apontam que no biénio 2015-2016 a repartição da prestação de serviços pelas diferentes áreas dos SPE manteve uma estrutura “muito semelhante”, com os setores da ‘contabilidade, auditoria e consultoria’ e da ‘informática’, com 28,2% (3.887 milhões de euros) e 26,3% (3.628 milhões de euros), respetivamente, a continuaram a ser os que mais contribuíram para o total da prestação de serviços dos SPE (13,8 mil milhões de euros).

As atividades ligadas a serviços de ‘publicidade’ atingiram os 1,4 mil milhões de euros de serviços prestados, representando 10,2% do total dos SPE, enquanto a atividade dos ‘estudos de mercado e sondagens de opinião’ teve o menor peso no conjunto das oito atividades dos SPE (0,5% do total), com 64,6 milhões de euros de serviços prestados.

No que se refere à residência dos clientes, verificou-se que o peso relativo do mercado da União Europeia aumentou em 1,4 pontos percentuais e absorvendo, em 2016, cerca de 12,2% do total da prestação de serviços dos SPE (1,7 mil milhões de euros).

Em contrapartida, registou-se uma redução de, respetivamente, 0,3 pontos percentuais e de 1,1 pontos percentuais dos pesos relativos do mercado doméstico e da exportação de serviços para países terceiros.

Em 2016, houve uma maior procura dos SPE por parte das empresas privadas, que atingiram 89,5% de quota, (+1,3 pontos percentuais que no ano anterior), por contrapartida da quota correspondente às empresas públicas (-0,4 pontos percentuais) e aos consumidores finais (-0,9 pontos percentuais).

O setor da ‘arquitetura e engenharia’ foi o mais solicitado por parte das empresas públicas, enquanto as atividades da ‘publicidade’ e do ‘emprego’ foram as mais requisitadas pelas empresas privadas e os ‘ensaios e análises técnicas’ foram os que maior procura tiveram por parte dos consumidores finais.

PD // MSF

Lusa/fim

Deixe uma resposta