Valor gerido pelo capital de risco aumentou 1,2% em 2017 para 4,5 mil ME – CMVM

Agência Lusa

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O valor sob gestão do setor de capital de risco cresceu 1,2% em 2017, tendo atingido 4,5 mil milhões de euros no final do ano, de acordo com o relatório anual da atividade, divulgado hoje pela CMVM.

O documento elaborado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) detalha ainda que este montante corresponde a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes, sendo que a evolução resulta sobretudo da performance dos fundos de capital de risco (FCR), “que apresentam um crescimento de 50,9 milhões de euros no ano, enquanto o valor sob gestão das SCR [sociedades de capital de risco] aumentou 0,6% (1,3 milhões de euros)”.

Segundo a CMVM, no final do ano passado, o valor total de ativos sob gestão deste setor fixou-se em 4,8 mil milhões de euros, um montante superior em 145,4 milhões de euros face ao final de 2016.

“À semelhança do verificado no valor sob gestão, o incremento dos ativos sob gestão foi sobretudo gerado pelos FCR (com um crescimento de 150,7 milhões de euros), pois nos SCR esse valor caiu 2,3%”, lê-se no mesmo relatório.

O relatório da CMVM analisou ainda o valor do setor, que decresceu para 4,1 mil milhões de euros no final de 2017.

“Os outros investimentos atingiram 60% do valor do setor, enquanto as participações sociais corresponderam a cerca de um em cada quatro euros do valor disponível para o setor. A componente de capital não realizado atingiu 12,8% do total, percentagem que, apesar de inferior à verificada no ano anterior (15,9%), sinaliza um potencial de investimento futuro”, de acordo com o documento.

Já o investimento diminuiu 1,1% no ano passado, para 3,5 mil milhões de euros devido à queda de 38,1 milhões nos FCR e de 2,1 milhões de euros nas SCR.

No final de 2017, 46 sociedades (de capital de risco, e gestoras de fundos de capital de risco) e 95 FCR operavam no setor de capital de risco português.

“Os fundos de capital de risco mantêm um peso superior à participação direta das sociedades de capital de risco, com os ativos sob gestão alocados pelos FCR a concentrar-se na participação no capital de 538 empresas e na detenção de unidades de participação de 18 fundos de capital de risco”, avançou a CMVM.

No total, estes fundos detinham 4,5 mil milhões de euros sob gestão, que representavam 94,9% do valor total do setor.

No caso das SCR, o peso de investimento direto “estava distribuído pela participação no capital de 63 empresas e pela aquisição de unidades de participação de 42 fundos de capital de risco. O total de empresas participadas era de 582”, de acordo com o relatório. O total de ativos detidos por estas sociedades era de 46,5 milhões de euros.

A CMVM revelou também que o “capital de risco nacional realizou 1.614 operações de investimento (-5,1% face ao ano anterior), distribuídas por 582 empresas”.

ALYN // CSJ

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