Vendas de principais empresas de bens de luxo geraram 187 mil ME em 2016

Agência Lusa

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As 100 maiores empresas mundiais de bens de luxo geraram, no ano fiscal de 2016, 217 mil milhões de dólares (187 mil milhões de euros), segundo um estudo hoje conhecido, que destaca países como Itália e França.

Em causa está o relatório anual feito pela consultora Deloitte – o Global Powers of Luxury Goods –, que analisou as 100 maiores empresas de bens de luxo a nível mundial com base nos dados públicos relativos às vendas consolidadas de bens de luxo no ano fiscal de 2016, o último exercício encerrado até junho de 2017.

De acordo com o documento, estas companhias registaram neste período vendas de 217 mil milhões de dólares (cerca de 187 mil milhões de euros), um crescimento homólogo de 1%, inferior ao registado no exercício anterior (que tinha sido de 6,8%).

No que toca aos países, Itália registou o maior número de empresas no ‘ranking’, enquanto França apresentou maior volume de vendas.

A nível global, os países com maior peso foram a China, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos, representando, em conjunto, 83 das 100 maiores empresas de bens de luxo a nível mundial e 90% das suas vendas, segundo o estudo.

No que toca às 10 maiores empresas analisadas, “três estão em múltiplos segmentos do mercado de bens de luxo, duas são empresas de cosméticos e fragrâncias, duas são empresas de joias e relógios, duas são empresas de moda e apenas uma de acessórios”, segundo o documento.

Destas empresas, três estão sediadas nos Estados Unidos, três em França, duas na Suíça, uma em Itália e outra em Hong Kong.

No estudo não existe qualquer referência a Portugal, apenas a indicação de que a marca Furla adquiriu uma rede de distribuição no país naquele ano fiscal.

Relativamente às marcas, continuam a liderar a lista a LVMH, a marca de cosmética Estée Lauder, o grupo de joalharia Richemont, a fabricante italiana de óculos Luxottica e a joalheira Kering.

Citado na nota de imprensa enviada à agência Lusa, a responsável da Deloitte pelo departamento de luxo e moda na Europa, Médio Oriente e África, Patrizia Arienti, observou que este segmento “recuperou da incerteza económica e da crise geopolítica de 2016”, nomeadamente devido a fatores como o turismo e a variação do rendimento disponível.

“Acreditamos que, ao contrário do que se passa noutros setores, o mercado de bens de luxo vai continuar a crescer”, estimou.

Por seu lado, o sócio de retalho e bens de consumo da Deloitte Portugal, Pedro Miguel Silva, notou que, das 100 empresas analisadas, 57 cresceram face ao ano anterior, 22 das quais “a uma taxa de dois dígitos”.

O responsável adianta que o crescimento global foi, contudo, “enfraquecido pelas 10 empresas que diminuíram as suas vendas em dois dígitos, durante o ano fiscal de 2016, incluindo duas que estão no top 10: Swatch Group [fabricante de relógios e de joias] e Ralph Lauren [empresa de retalho]”.

“O ano fiscal de 2016 parece por isso ser marcado por uma desaceleração do crescimento na maioria das empresas”, conclui.

ANE // CSJ

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