ZON – Análise Técnica

Tiago Esteves

Tiago Esteves

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A Zon atraiu a minha atenção durante este fim de semana, não por um comportamento técnico invulgarmente atractivo mas pelas dezenas de outdoors a anunciar a emissão de obrigações a uma taxa de 6,85%. E, não querendo eu entrar em juízos de valor de carácter fundamental, custa-me imenso a compreender o motivo que leva uma empresa a emitir um empréstimo obrigacionista na semana em que entra em ex-dividendo. O que estão a querer dizer ao mercado? Que têm excedentes de capital para distribuir, submetendo esse excedente a impostos, e depois vão buscar a seguir dinheiro ao mercado a uma taxa de 6,85%? Que raio de gestão é essa? Pode ser atractivo para os accionistas, mas é prejudicial para a empresa. E, para se pensar nos accionistas numa óptica de longo prazo tem de se pensar na empresa numa óptica de curto e médio prazo… Não se pode chupar até definhar… Enfim, não compreendo…

Passando à AT, as coisas estão com mau aspecto. O estado bear leva já 5 anos, quedas superiores a 80% e, para já não existem sinais de inversão. E ultimamente até houve uma tentativa! Entre o final do ano passado e o início deste ano formou-se um belo H&S, com neckline ascendente e todas as características para inverter o estado de constante queda. Infelizmente as cotações não tiveram força suficiente para activar este padrão técnico, não chegando nunca a quebrar a neckline em alta. Depois de mais um reteste à zona de resistência sem sucesso, as cotações acabaram nos últimos dias por afundar mais um pouco e poderemos em breve ter um teste ao suporte. Note-se que na última semana houve uma movimentação massiva, com um volume histórico, o que associado às quedas das sessões envolventes não poderá significar nada de bom.

Para todos os interessados numa entrada, até este título mostrar sinais consistentes de inversão eu manteria as mãos nos bolsos. Ou então comprava umas obrigações…

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